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4 de julho de 2015

A fibromialgia e o síndrome de dor miofascial


Qual a diferença entre a fibromialgia e o síndrome de dor miofascial?

Devido à frequente sobreposição e a alguns sintomas semelhantes é frequente serem confundidos como a mesma condição. Como consequência, pessoas com os dois problemas são frequentemente diagnosticadas e tratadas apenas a um deles.

A distinção entre fibromialgia e síndrome de dor miofascial é fundamental por 3 razões principais:
  1. As duas condições requerem um tratamento diferente
  2. Podem eliminar-se pontos gatilho
  3. A dor miofascial pode exacerbar a fibromialgia e o seu tratamento pode acalmar a fibromialgia.

Alguns investigadores usam o nome de "dor miofascial crónica" em vez de síndrome de dor miofascial devido ao facto de haver provas de que é uma doença e não uma síndrome.
(Uma síndrome é um conjunto de sintomas sem causa conhecida.)


O que é a síndrome de dor miofascial (MPS)?

Nesta síndrome os músculos e tecidos conjuntivos (que constituem a fascia) desenvolvem o que se chama um ponto gatilho miofascial (TRP). (Estes não são os mesmos que os pontos sensíveis da fibromialgia.) Um ponto gatilho miofascial é um pequeno nó duro que às vezes se pode sentir por baixo da pele. O nó, em si mesmo, pode ser doloroso, especialmente quando se pressiona, mas frequentemente causa dor noutra zona, o que se chama "dor referida".

Os pontos de activação formam-se, tipicamente, como resultado de um traumatismo no tecido. Os especialistas não sabem por que razão na maioria das pessoas o dano se cura normalmente e noutras se transforma em pontos gatilho. Estudos sugerem que, em algumas pessoas, o trauma muscular conduz a malformações onde as células nervosas se ligam às células musculares - isto sugere que a síndrome miofascial seja uma doença neuromuscular.


Por que razão a fibromialgia e a síndrome de dor miofascial aparecem ao mesmo tempo?

Ainda não é claro o motivo pelo qual as pessoas que têm dor miofascial, frequentemente, desenvolvem fibromialgia, no entanto existem cada vez mais provas de que a dor crónica pode provocar mudanças no sistema nervoso central, dando lugar à sensibilização central. Nesta, todo o sistema nervoso central se torna hipersensível a estímulos e este é o mecanismo que se julga ser responsável por muitos dos sintomas da fibromialgia e da síndrome de fadiga crónica, incluindo a forma como o corpo amplifica os sinais de dor.

Nem todas as pessoas com síndrome de dor miofascial desenvolvem fibromialgia. Porém, se as teorias estiverem correctas, o tratamento precoce da síndrome de dor miofascial pode ajudar a prevenir a fibromialgia.

O termo que emerge da fibromialgia, da síndrome de dor miofascial e outras doenças relacionadas com esta sensibilização é 'síndromes de sensibilidade central'.


Sintomas da fibromialgia e da síndrome de dor miofascial

Alguns dos sintomas associados à dor miofascial e à fibromialgia são coincidentes e outros não, a saber:

Sintomas em comum

  • dor nos tecidos moles, desde leves a graves
  • dor de cabeça e/ou enxaqueca
  • distúrbios do sono
  • problemas de equilíbrio e tonturas
  • zumbidos e dores de ouvidos
  • problemas de memória
  • sudação inexplicável
  • agravamentos dos sintomas devido ao stress, mudanças de clima, situações meteorológicas extremas e actividade física


Sintomas associados à síndrome de dor miofascial e não à fibromialgia

  • inchaço nas extremidades
  • estalidos nas articulações
  • amplitude limitada no movimento das articulações, especialmente da mandíbula
  • visão dupla ou enevoada
  • náuseas inexplicáveis


Sintomas associados à fibromialgia mas não à síndrome de dor miofascial


(para ver mais sintomas da fibromialgia)


O diagnóstico da síndrome de dor miofascial

A 'dor referida' faz com que esta síndrome seja de difícil diagnóstico e tratamento. Em geral o seu médico pergunta "Onde dói?", e olha para o sítio para onde está a apontar. Para conseguir tratar a dor miofascial é necessário que tanto o paciente como o médico examinem e localizem os pontos gatilho de dor.
O médico consegue encontrar estes pontos ao tacto ou com base nos sintomas. Exames como a 'elastografia por ressonância magnética' ou uma 'biópsia de tecido' pode mostrar anomalias nos pontos gatilho mas ainda não são consideradas para o diagnóstico. Por outro lado, nenhum exame ou análise laboratorial revela anomalias nos tecidos onde as pessoas com fibromialgia sentem dor.


O tratamento da síndrome de dor miofascial

Existem diversas opções de tratamento:
  • Injecções nos pontos gatilho - o médico insere uma agulha directamente num ponto gatilho ou em vários sítios ao seu redor; injectando ou não algum medicamento para aliviar a dor.
  • Acupunctura - Ainda não se tem certeza absoluta da sua eficácia no tratamento da dor miofascial mas os resultados obtidos são prometedores.
  • Fisioterapia - Existe um tipo especial de fisioterapia chamada de 'stretch' onde o fisioterapeuta guia o paciente através de uma série de exercícios de alongamento enquanto aplica uma substância anestésica no músculo. Podem também ser usadas algumas técnicas de massagem e correcção da postura corporal.
  • Medicamentos


Vivendo com fibromialgia e síndrome de dor miofascial

Com diferenças significativas nos seus sintomas, diagnóstico e tratamento é evidente que fibromialgia e síndrome de dor miofascial não são a mesma condição. Sofrendo das duas pode ser extremamente difícil determinar qual a condição que está a causar que dor.
Prestando atenção e trabalhando em conjunto com o seu médico e/ou fisioterapeuta, pode ser capaz de averiguar onde tem os pontos gatilho miofasciais e qual a melhor forma de os tratar sem exacerbar a fibromialgia. Aliviando a dor miofascial vai, de certeza, acalmar os sintomas da fibromialgia, pelo que daí retirará um duplo benefício.



Fontes:

Ability of magnetic resonance elastography to assess taut bands.
Chen Q, Basford J, An KN
Biomecânica Clínica. 2008 Jun; 23 (5) :623-9. Epub 2008 21 Fevereiro
Diagnosis and therapy of myofascial trigger points
Simons DG, Mense S
Schmerz. 2003 Dic.;. 17 (6) :419-24

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