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10 de maio de 2015

Alimentos a evitar quando se tem fibromialgia


A dor crónica é um problema generalizado e a fibromialgia é uma das formas mais comuns. É uma condição crónica cujos sintomas incluem dor nos músculos e tecidos, fadiga, problemas de sono e depressão. De acordo com uma sondagem recente feita a 101 doentes fibromiálgicos, publicada na revista 'Rheumatology International' cerca de 7% destes doentes apresenta algum tipo de alergia ou intolerância alimentar e 30% mudaram a dieta para sentirem uma diminuição de sintomas.
Dados recentes sugerem que a sensibilização central, na qual os neurónios na medula espinal estão sensibilizados por inflamação ou danos nas células, pode estar envolvida na forma como os doentes de fibromialgia processam a dor.

Se tem fibromialgia sabe bem como é frustrante tentar gerir os sintomas da doença e como é confuso digerir todos os conselhos nutricionais que recebe. A verdade é que existem poucas provas que suportem um única plano de dieta que funcione para todos os fibromiálgicos.

Provavelmente já leu:
- coma cereais integrais
- evite os cereais integrais
- coma fruta de toda a qualidade
- existem frutas que aumentam a dor
- coma tomates frescos, se possível orgânicos
- tomates fazem-no sentir-se pior
...

Confuso sobre como abastecer o seu frigorífico?

O problema é que na fibromialgia se sente um complexo amontoar de sintomas e estes podem ter inúmeras causas. Não existe um tratamento efectivo para todos os fibromiálgicos.

O Dr. Kent Holtorf, director do "Holtorf Medical Group Center for Endocrine, Neurological and Infection Related Illness", nos Estados Unidos, afirma:
"Estamos num ponto em que temos a certeza que a dieta desempenha um importante papel nesta doença, simplesmente não a mesma dieta para toda a gente. Nem todas as pessoas podem ser ajudadas da mesma forma."
A fibromialgia exige uma aproximação tão diversa como a doença o é.
Alguns químicos presentes na comida podem despoletar a libertação de neurotransmissores que aumentam a sensibilidade. Embora, até à data, só haja uma meia dúzia de estudos sobre dieta e fibromialgia, os conselhos seguintes não prejudicam, antes podem ajudar no controle da dor crónica.

1. Limite o consumo de açúcar tanto quanto possível

Níveis altos de insulina vão aumentar drasticamente o nível de dor. Logo, tem lógica diminuir o consumo de todos os açúcares, incluindo os que estão contidos num sumo de fruta. Uma peça de fruta fresca é a melhor forma de consumir fruta.
Se tiver excesso de peso, pressão arterial alta, colesterol alto ou diabetes, é recomendado que evite tanto quanto possível o consumo de cereais porque estes são metabolizados pelo nosso organismo de forma muito semelhante à dos açúcares, incluindo os integrais. Trigo e glúten são os que estão no topo da lista.


2. Evite o consumo de glúten 

A doença celíaca, que se traduz na intolerância ao gúten, é uma condição que, nalgumas pessoas, se sobrepõe à fibromialgia. Não há motivo para eliminar o glúten da sua dieta a menos que o seu médico faça o diagnóstico de intolerância ao glúten, porém, se quiser fazer a experiência para ver se sente melhorias no seu bem-estar evite massas, pão e cereais. O glúten encontra-se sobretudo no trigo, cevada e centeio. Pode substituí-los por arroz ou milho. O glúten encontra-se em muitos produtos industrializados como molhos e até doces.



3. Dê preferência a comida fresca

Evite comida com conservantes e aditivos que podem agravar problemas coexistentes com a fibromialgia tal como o síndrome do intestino irritável. Também é boa ideia comprar produtos orgânicos para evitar pesticidas e outros químicos. Se não tiver como o fazer, use outros produtos frescos e lave-os bem antes de consumir.


4. Evite cafeína

Acredita-se que a fibromialgia esteja ligada a um desequilíbrio nos químicos no cérebro que controlam o humor, e também a um sono desadequado e fadiga. A cafeína e outros estimulantes podem eliminar temporariamente a sensação de fadiga, mas, a longo prazo, é maior o prejuízo do que o benefício. A cafeína pode encontrar-se no café, claro, mas também nos produtos que contêm 'cola' no nome. Um estudo norueguês publicado na revista Arthritis & Rheumatism sugere que as desordens de sono podem ser também uma das causas da fibromialgia.

5. Evite vegetais do tipo 'Solanum' 

Estes vegetais pertencem à família das 'Solanaceae' que inclui perto de 2000 espécies e que se sabe que podem desencadear inflamação ou dor, em algumas pessoas. Nesta família incluem-se alguns dos alimentos mais populares nos dias de hoje, tais como: tomates, batatas, beringelas, todos os tipos de pimentas e arroz. 
Embora não façam parte desta família também contêm os mesmos alcalóides que induzem inflamação os mirtilos e bagas de goji, entre outros.

6. Seja cuidadoso com as gorduras que ingere

As gorduras animais à base de ómega-3 são descritas como saudáveis, para o coração e não só. Para além disso podem ajudar a reduzir a inflamação e a melhorar a função cerebral. Ao mesmo tempo devem ser eliminadas todas as gorduras trans (transformadas) ou hidrogenadas e os alimentos fritos, que promovem a inflamação.
A gordura trans é muito usada em alimentos processados para aumentar a sua duração e porque fica muito mais barata à indústria. A evitar: bolachas doces ou salgadas, pipocas de micro-ondas, pizzas e outros salgados congelados, margarinas.


7. Evite lacticínios pasteurizados

Muitos dos portadores de fibromialgia têm dificuldade em digerir leite e produtos lácteos.
Embora difíceis de conseguir, os produtos lácteos não tratados e orgânicos, serão mais tolerados.
Muitos doentes fibromiálgicos têm deficientes níveis de lactose, por isso, tente obtê-la a partir de outros produtos como o salmão, bróculos e atum.


8. Diminua a quantidade de hidratos de carbono

Perto de 90% dos pacientes com fibromialgia têm uma função adrenal (das glândulas supra-renais) diminuída. Isto afecta o metabolismo dos hidratos de carbono e pode induzir hipoglicémia.
Os hidratos de carbono simples são rapidamente absorvidos e digeridos pelo organismo e, por esse motivo, dão pouca saciedade. Dentro deste grupo de hidratos de carbono, os alimentos refinados (açúcar) são a pior opção, uma vez que fornecem as chamadas "calorias vazias", pois apresentam falta de vitaminas, minerais e fibras. O açúcar, os bolos e os refrigerantes constituem alguns exemplos de hidratos de carbono simples.

9. Evite adoçantes artificiais

O adoçante artificial encontra-se nalguns refrigerantes 'dieta', muitas guloseimas 'sem açúcar' e até iogurtes 'light'. Fazem parte de um grupo de químicos chamados excitoxinas. Estas são substâncias capazes de fazerem as células cerebrais dispararem impulsos nervosos contínuos o que pode provocar a morte dessas células e o aumento da sensibilidade à dor. Os mais comuns são o aspartame e a sacarina.


10. Evite aditivos

Os aditivos alimentares como o glutamato monossódico podem ser um problema para quem tem dor crónica pois está provado que  o nível de glutamato na medula espinal está relacionado com os níveis de dor em fibromiálgicos. Estas substâncias são usadas na indústria alimentar para realçar o sabor, como conservantes mas têm ainda, uma grande quantidade de sal, pelo que podem também promover o inchaço.


11. Fuja da 'fast-food' e da 'junk-food'

Elimine a comida 'rápida' e todo o universo de snacks, doces e produtos das máquinas de venda automática. Para além de contribuirem para o aumento de peso e para a criação de hábitos alimentares nocivos, podem causar irritação nos músculos, dificultar os ciclos de sono e comprometer o sistema imunitário.



12. Desconfie da soja

A soja é um produto muito fácil e barato de produzir e é, por isso, usada como fonte de proteína em milhares de produtos. Existem alguns bons componentes na soja como as isoflavonas, mas a proteína de soja é outra história. Quase como a caseína e o glúten, a soja está em toda a parte, em quase todos os produtos industrializados, pelo que poderá ter influência no síndrome do intestino irritável.




 
Torne-se mais consciente sobre aquilo que realmente come, habitue-se a ler rótulos e etiquetas.

@ Mercola.com
@ Fibromyalgia Help
Dra. Rania Batayneh, nutricionista @ Everyday Health
Dr. Luís Romariz @ Instituto Médico Newage
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7 comentários:

  1. Vamos comer o que então????

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  2. Rosane Teixeira Tosetto10 de março de 2017 às 22:56

    Quanto mais leio sobre fibriomalgia, me identifico e fico assustada o que essa doença tá me prejudicando tenho reação aos medicamentos a alimentação, tenho medo de emloquecer.

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  3. Será que papel faz mal 🤔
    Basicamente é o unico q não está ali😣😒

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  4. Acredito que todo alimento em excesso faz mal, quando temos equilíbrio em se alimentar o organismo responde, e passamos a observar o que faz bem e mal.

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  5. AFINAL O QUE UMA PESSOA QUE SOFRE DE FIBROMIALGIA PODE COMER?

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